Smart grid: O que a rede de um futuro não tão distante nos reserva?

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Já imaginou ter total controle da sua geração de energia em tempo real e, participar de um sistema tão transparente e com uma comunicação tão interativa que o torne hábil a tomar decisões sobre o seu consumo ou decidir se, naquele momento, é mais vantajoso armazenar aquele seu excedente ou injetar essa energia na rede? Essa, é só mais uma das promessas que a rede inteligente traz para o futuro da distribuição de energia.

Mas o que torna essa rede inteligente?

Fazendo uma pequena analogia: o que torna o smartphone, que você provavelmente está usando para ter acesso a este conteúdo, diferente do telefone? Um pequeno computador em seu interior, certo? Pois bem, um dos principais componentes das smart grids é o medidor inteligente, que, instalados em várias fases da transmissão e distribuição, ajudará a coordenar   a geração e o consumo de energia de modo mais eficiente ao tornar a estrutura automatizada.

O que mudará com isso e como me afeta?

Como pode ser visto na imagem, o que hoje é uma geração centralizada e advinda de algumas grandes usinas, se torna uma geração distribuída e que abarca de uma forma melhor os inúmeros pequenos produtores de fontes alternativas em menor escala; assim como uma rede de distribuição que ao invés de permitir satisfatoriamente um único sentido de tráfego, se faz

possível que o consumidor, antes somente uma parte passiva da rede, agora se torne um membro ativo e com participação maior no mercado graças ao novo sistema que permite os dois sentidos de transmissão. Entenda como funciona o atual mercado livre de energia no Brasil atualmente nesse link: https://www.lumusengenharia.com.br/blog/post/mercado-livre-de-energia/.


Tela de computador com texto preto sobre fundo branco  Descrio gerada automaticamente

Imagem 1: Diferenças entre o sistema tradicional e smart grid. Fonte: Energy Atlas 2018.

Além disso, o uso dos medidores inteligentes, graças ao seu robusto sistema de transmissão e monitoramento de dados, torna possível o acompanhamento em tempo real de alguns processos, como por exemplo: da geração e consumo; percepção de falhas na rede; auto restauração e; restabelecimento do fornecimento; processos estes que, até os dias atuais, são acompanhados pelas empresas de energia elétrica recebendo as informações de terceiros, seja sobre o consumo dos clientes, graças ao

trabalho dos leituristas realizado apenas uma vez por mês, seja sobre algum problema no fornecimento, caso haja reclamações dos consumidores.

Portanto, essa adição digital ao sistema atual torna inteligente toda a parte da infraestrutura, gerenciamento e proteção, tornando o sistema elétrico mais eficiente e confiável, entretanto, antes da realização em larga escala no Brasil, são necessários testes, que já estão sendo efetuados pelas próprias distribuidoras em algumas cidades que estão dentro de sua área de concessão, mais informações sobre esses projetos podem ser consultadas em: redesinteligentesbrasil.org.br/projetos-piloto-brasil.html.

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Por Williane Moraes



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